Malambas: (uma palavras m'bundo que tanto pode significar "palavras" como "conversas") Um local da cultura (escrita) Lusófona e de imagens globalizadoras
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“Reflexos e reflexões...”(Foto de Sueli Suzigan, 2001)Responda*Porque é que eu souO que você maisOdeia num homem!?Porque é que eu souSimplesmente uma gotaNo seu oceano!?Porque é que vocêMe DesprezaDepois me desejaE acaba deixando-meConfundido!?Porque choroPelo seu amorSe você nem mesmoValoriza as minhas lágrimas!?Porquê!?Não importaO que dirásResponda simplesmente.Porque é que vocêPrefere
"Profundidade - s/título"(Foto de Carlo Porcedda, para a Navetur)Ilha nua*Coqueiros e palmares da Terra Natal Mar azul das ilhas perdidas na conjuntura dos séculos Vegetação densa no horizonte imenso dos nossos sonhos. Verdura, oceano, calor tropical Gritando a sede imensa do salgado mar No deserto paradoxal das praias
“O verde pede paz” (Pintura a óleo de Mário Célio)É Preciso*Chorar para descarregarOs fardos pesados da almaAmar-nos uns aos outrosIndependentemente da riquezaCorRaçaLínguaReligião ou partido políticoServir a naçãoSem segundo interesses pessoaisEvitar a guerraE fabricar a paz Que os sonhos estejamDistantes como o marPara que possamos lutarPela sua conquistaPreservamosA nossa
“Pôr-do-Sol na Ilha de Luanda, Angola” (Foto de Elcalmeida, Maio 2009)Pôr-do-sol*Fantasmas de gásVermelho púrpuraMovendo-se lentamenteEntre a selvaDe cimento armadoTalvez fantasiasDe pôr-do-solSe perdendoNa encruzilhadaDo dia e da noiteApelando a um anoitecerDe afazeres vadios*Filipe Zau**(poeta e investigador angolano; poema do livro “Encanto do mar que eu canto”)
“Pretty Girl”(Tela de Irene Sheri, pintora ucraniana)O belo*O belonão seráo elonum dos pontosdo círculosignode divinopoderouo ritmodas palavrasamalgamadasno ser*António Gonçalves**(poeta angolano; poema de 3.11.1993, retirado da “Antologia Poética: Buscando o Homem”)
"Flamingo, um símbolo cultural da cidade do Lobito; à entrada da Caponte"Com votos que o Ano ora entrado seja, no mínimo, tão bom como o que findou - nos tempos que correm começa a ser um optimismo demasiado elevado querer melhor - o Malambas, nesta altura que entra no
"Sede D’ Alma"(Tela de Naná Almeida; da exposição de artistas angolanos em Lisboa, “Arte da Paz III”, Abril de 2009)Água*Água!abriu a torneiranem um fiofoi ao riachosem uma gotaabriu um poçonem um lençololhou p’ro céualém despossuídofechou-se em sibem desidratadoÁáááguaaaaa…Ááááguaaaaa…aaa…aa…a…Nesse dia o homem morreu!*Roderick Nehone**(pseudónimo de Frederico Santos e Silva
"Noiva Rica Muíla"(Tela de Toia Neuparth)Regressei aos teus braços*Oh querida terra mãe!A tristeza podes apagar.Regressei aos teus braços,que provam a força dos nossos laçosaos homens que os tentaram quebrar.Na companhia de Deus te revie só Ele sabe como te senti.Ao chegar, logo estendeste a mão.Aí começou a minha
"Aldeia Global"(Desenho de João Craveirinha, 1983)Ó África Pátria Do Mundo*Ó África Pátria do MundoEnquanto te espreguiçasNuma letargia sem fimO Mundo lá fora implacávelProssegueNa senda auto-destrutivaDo Planeta e de TiÓ África Pátria do MundoTeus filhos no poderO que fazem então?!Aconchegados nos sofás dos MercedesCom whisky e televisão!?Importados, longe do
"Mulher Bosquimane e filho"(Pintura de Toia Neuparth; descaradamente ximunada daqui)Presença*E apesar de tudoainda sou a mesma!Livre e esguia,Filha eterna de quanta rebeldiaMe sagrou.Mãe-África!Mãe forte da floresta e do deserto,ainda soua irmã-mulherde tudo o que em ti vibra,puro e incerto!– A dos coqueiros,de cabeleiras verdese corpos arrojadossobre o azul…A
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